Somos uma associação que trabalha para transformar as esperanças e a felicidade dos jovens que necessitam de apoio educacional e profissional. Nós oferecemos apoio em seus desafios da vida e atividades que completam a formação pessoal, cidadã e profissional para melhorar suas vidas no momento que mais precisam de suporte. Fazemos isso há mais de 50 anos e juntos, passo a passo, estamos construído uma sociedade com oportunidades para todos.
A Boa Nova foi idealizada e fundada sob a inspiração dos postulados Espíritas, por um grupo de voluntários do Grêmio Espírita “Paz e Fraternidade”, liderados por Margarida Fernandes Horbylon.
A Boa Nova foi idealizada e fundada sob a inspiração dos postulados Espíritas, por um grupo de voluntários do Grêmio Espírita “Paz e Fraternidade”, liderados por Margarida Fernandes Horbylon.
Nascido em Ubelândia – MG, foi amigo e companheiro de ideal Espírita do Sr. Alfredo Júlio Fernandes, pai da fundadora da Instituição, Margarida Fernandes Horbylon. A Família Fernandes era simples e de poucos recursos financeiros. Após o falecimento de “Seu” Alfredo, sua esposa, Dona Bercholina Fernandes, ficou com .... filhos, mas contou sempre com a solidariedade de “Seu” Adelino, que se tornou protetor da família. Em sua homenagem, Margarida Horbylon deu seu nome à Instituição.
Margarida Fernandes Horbylon é natural de Uberlandia – MG, nasceu 10 de novembro de 1933, filha de D. Bercholina e “Seu” Alfredo Júlio Fernandes, espírita com grande atuação em todo o triangulo mineiro.
Casada com Langerton Horbylon e mudaram-se para Ipameri em agosto de 1959.
Em 1962, junto ao grupo do Centro Espírita Maria Madalena, fundou o Abrigo Filantrópico Alfredo Júlio, às margens da via férrea, para acolher velhos e deficientes, indigentes, tão comum a época. Posteriormente, na década de 1980, foi construída uma sede nova no bairro Dom Vital, onde funciona ainda nos dias de hoje.
Preocupada com as famílias das periferias e especialmente com as crianças e adolescentes em situação de rua, buscou alternativas e, em 1966, junto a um grupo de voluntários colaboradores fundou a Associação Adelino de Carvalho.
O grupo se tornou mais forte, com a adesão do casal D. Irene e Dr. Alenon, e o projeto teve novo rumo a partir de 1968, quando começou a ser construída a oficina de Cerâmica.
Inicialmente a ideia era a construção de uma vila para acolhimento de viúvas; posteriormente pensou-se na construção de um local para acolhimento e educação de crianças e jovens, e uma fábrica de telas de arame...
Durante uma viagem do grupo diretor para São Paulo as circunstâncias mostraram outro caminho e o trabalho foi direcionado para que a instituição fosse ancorada por uma oficina de produção de cerâmica artesanal.
Dona Margarida ou, vó Margarida, como era chamada, esteve sempre à frente da instituição. Entusiasta das causas sociais, o seu carisma, amor ao próximo e sua alegria contagiavam todos a sua volta. Incentivou e apoiou vários outros grupos e instituições sociais.
Na Associação Adelino de Carvalho sempre foi a principal líder e a responsável pela educação e contacto com as famílias dos alunos do projeto. Tinha sempre uma ideia nova, uma inspiração, uma visão no futuro. Como lider, estava sempre um passo à frente.
Era entusiasta da causa da Criança. Divulgou o trabalho e a causa, por todo o país, juntamente com o Projeto Meninos de Rua, do UNICEF.
Ao final da década de 1980 e início de 1990, foi diretora do Departamento de Promoção Social da FEEGO – Federação Espírita do Estado de Goiás, incentivando e apoiando os grupos espíritas em suas atividades sociais.
O nome Margarida Horbylon é pronunciado com reverência na sociedade ipamerina, pela sua atuação sempre ativa e sua liderança amorosa, mas principalmente nas casas simples da periferia da cidade, onde sua presença era a do anjo bom e anônimo.
A partir de 2010, um processo de enfermidade a foi afastando da linha de frente do Projeto, desencarnando em 2022.
Dr. Alenon nasceu na Cidade de Goiás, em 1931, onde passou sua infância; mudou-se para Goiânia, onde formou-se em Direito. Aprovado em concurso do Banco do Brasil, mudou-se, com a esposa, D. Irene, para Ipameri em 1959, para assumir seu cargo no Banco, ao tempo que exercia sua profissão, como advogado. Nas relações sociais, conheceram D. Margarida Horbylon e seu esposo, Langerton Horbylon, tornando-se amigos. Logo se vincularam às atividades do Grêmio Espírita Paz e Fraternidade e como colaboradores do Abrigo Filantrópico Alfredo Júlio.
Dr. Alenon se vinculou as atividades da Associação Adelino de Carvalho – Cerâmica Boa Nova, logo em seu início, na década de 1960, onde permaneceu até o ano de 2003, quando o casal mudou-se, para Brasilia.
A instituição começa a se tornar realidade, após a primeira viagem da equipe diretora à São Paulo: Dr. Alenon, D. Irene, D. Margarida e D. Vadinha. A ideia inicial da aquisição de equipamentos para produção de telas foi alterada, graças a dois contatos realizados pelo casal: o primeiro, junto à escola de Artes e Ofícios, de São Paulo, cujo diretor, Sr.... sugeriu a produção de cerâmica, como centro das atividades educacionais. O segundo contato foi com o proprietário da cerâmica Tupi, em São Caetano do Sul, Sr. Fernando que, sensibilizado com a proposta, tornou se o grande padrinho da instituição nascente, dando todo apoio técnico para sua implantação, e tornando-se parceiro por longos anos.
Foi membro diretor com atuação diária, na Boa Nova, por mais de 40 anos, alternando com D. Margarida, nos cargos de presidente e vice, mas com ação conjunta e harmônica com toda a equipe, mantendo sempre o ideal da instituição, como o farol norteadora das atividades.
Com seu bom senso, dedicação e caráter nobre, foi o principal responsável pela administração institucional, nos assuntos legais, financeiros e comerciais, uma vez que o Projeto tinha o lado empresarial, com produção e venda de cerâmica artística e utilitária, cujos resultados garantiram a sustentabilidade do Projeto Social, em um modelo institucional inovador e pioneiro no Brasil, ainda nos dias de hoje, enquanto D. Margarida assumia principalmente as responsabilidades educacionais e relações com as famílias.
D. Irene nasceu em Cruzeiro, MG, em 1931, mudando-se posteriormente para Goiânia, onde, haveria de conhecer seu futuro esposo e parceiro de atividades sociais, por toda a vida.
Já residindo em Ipameri, e participante do Grêmio Espírita Paz e Fraternidade, ao final da década de 1960, D. Irene pede a D. Margarida a liberação de duas salas do Grêmio, relativamente ociosas, para retomar o projeto já realizado em décadas anteriores: a reabertura da Escola Primária Paz e Fraternidade, uma vez que, em suas visitas às periferias de Ipameri, encontraram muitas crianças fora da escola, muitas vezes por falta de adaptação. Esse projeto, consolidado em 1969, foi aos poucos se especializando em atender crianças com deficiência pedagógica e com problemas de comportamento, até que se tornou uma Escola de Ensino Especial, extendendo o atendimento a deficientes auditivos, com paralisia cerebral, distúrbio de motricidade, síndrome de Down...
Capacitando sua equipe com profissionais da área, a Escola passou a atender crianças com deficiências diversas, que necessitavam de didática especial, com atenção individual e implantando metodologia inovadora no ensino às crianças deficientes.
Os alunos cursavam suas séries de acordo com suas condições de aprendizagem.
D. Irene afirmava: “Um dos fundamentos, entre outros que a Escola adotava, era de que “Em Educação, perder tempo é ganhar tempo”, ou seja, o “perder” compreendido como “utilizar bem o tempo”, aproveitando ao máximo o potencial do aluno. Nada fazer de afogadilho, sem exame acurado. Trabalhar a compreensão do aluno, auxiliando-o nas conquistas e consolidação dos valores morais.”
Os resultados obtidos durante os quase quarenta anos em que esteve à frente, foram surpreendentes e inquestionáveis. D. Irene deixou uma estrutura física e educacional consolidada, mas que, aos poucos, foi sendo desmontada pelo Estado, com a filosofia da "escola inclusiva", e os alunos deficientes foram aos poucos sendo integrados em salas de aula comum. Ação lamentável que desconsiderou os direitos e necessidades de um atendimento personalizado para as crianças deficientes.
Este casal, D. Irene e Dr. Alenon, deixou legado inestimável de honradez, caráter e trabalho em favor de nossa comunidade Ipamerina.
A eles, nossa admiração, profunda gratidão e respeito.
Dona Vadinha, mineira de Araguari, nasceu em 1927. Mudou-se para Ipameri e foi sempre o braço direito de D. Margarida, em suas “andanças” pela periferia da cidade e também nas atividades da Associação Adelino de Carvalho e Abrigo Alfredo Júlio. Coordenou nas décadas de 1980 e 1990 as oficinas de bordado, que acolhiam meninas em processo de educação e aprendizagem.
Na década de 80 a Associação Adelino de Carvalho foi escolhida pelo UNICEF como uma das cinco entidades modelo para a América Latina, no atendimento a meninos de rua. Nesse período, a Instituição recebeu visitas de representantes inúmeros países, e tornou-se conhecida pelo intenso trabalho social executado.
Em 2009 foi selecionada como Ponto de Cultura, pela tradição e desenvolvimento do artesanato em cerâmica. Ainda em 2009 e 2012 obteve o Prêmio Top 100 SEBRAE de Artesanato.
Na década de 1960, Margarida Fernandes Horbylon realizava seu trabalho social em visitas às famílias da periferia da cidade. Nessas visitas constatou a triste realidade: famílias desestruturadas, com as mães saindo para trabalhar e deixando em casa seus filhos sozinhos, quando estes não saiam para as ruas... Iniciou-se, então, uma pesquisa de alternativas para atendimento, educação e profissionalização destes jovens.
Assim, em setembro de 1966, liderando um grupo de voluntários do Grêmio Espírita Paz e Fraternidade, "Vó Margarida" cria a Oficina de Cerâmica Artística “Boa Nova” a fim de desenvolver um conjunto de atividades educacionais e também de iniciação profissional para acolher crianças e jovens de baixa renda, da cidade de Ipameri.
O grupo inicial permaneceu à frente da Instituição, uns até o início dos anos 2000, outros um pouco mais. Faziam parte deste grupo: Dr. Alenon de Loyola Fleury, D. Irene Pinto de Souza Fleury, Siuvalda Gomes Dias, Ana Angélica de Oliveira Cunha, Telma Aparecida Cunha, dentre outros.
Margarida Horbylon é um nome que faz parte da história de Goiás e também do Brasil, pelo seu carisma, entusiasmo e trabalho desenvolvido na causa do próximo e, em especial, da criança e adolescente. Representou o coração da Instituição, onde atualmente é Presidente de Honra; Dr. Alenon Fleury, homem de caráter e integridade incomuns, foi responsável pela estrutura operacional da Associação Adelino de Carvalho, tornando-se o cérebro do trabalho. Ambos deram vida a uma Instituição que se tornou modelo em atendimento social.
Sua primeira produção foi cerâmica esmaltada, comumente chamada de louça. Objetos de decoração, cujas matérias primas eram todas trazidas de São Paulo para Goiás e, posteriormente, os produtos manufaturados retornavam a São Paulo, principal mercado consumidor. Nessa época as estradas eram, em grande parte, sem asfalto e a comunicação precária, com os poucos telefones que existiam.
Na Década de 1980 a Associação Adelino de Carvalho foi escolhida pelo UNICEF, como uma das cinco entidades modelo para a América Latina, no atendimento a "meninos de rua". Nesse período, a Instituição recebeu visitas de representantes de mais de 40 países, e se tornou conhecida pelo intenso trabalho social executado pela "Vó" Margarida e pela sua participação nos vários seminários, patrocinados pelo UNICEF divulgando o trabalho e buscando soluções para os problemas do "menino de rua".
Com o passar do tempo, e as mudanças sociais ocorridas, outras oficinas foram sendo criadas, como novas alternativas de atividades para atender a demanda por vagas, como as oficinas de tapeçaria em sisal, tapeçaria arraiolo, bordado, bijuterias em cerâmica, horta comunitária. Aos poucos essas oficinas foram sendo encerradas, pois eram mantidas pela oficina de cerâmica, que teve suas margens de resultado minimizadas, sendo necessária a redução das despesas.
A década de 1990 foi marcada com período de dificuldades para a Instituição, que sempre sofreu com a instabilidade econômica do país. A sucessão de planos econômicos, desde o final dos anos 80 representou dificuldades para a Instituição, que teve que encerras as atividades de suas várias oficinas de artesanato, criadas na década de 1980.
Apesar das dificuldades, as atividades sociais nunca foram interrompidas e a instituição sempre encontrou meios para a continuidade de seus projetos, mesmo ao custo da redução do número de alunos.
Com a promulgação do ECA – Estatuto da Criança e do adolescente, também, gradativamente a instituição foi se adequando às novas determinações legais. Assim as oficinas-escola passou a matricular alunos a partir dos 14 anos e novas alternativas de trabalho foi sendo desenvolvidos para a faixa etária mais jovem, uma vez que sempre houve o entendimento da necessidade de se tirar a criança da rua e também oferecer apoio às famílias, com atividades extracurriculares no período oposto ao escolar.
A década de 2000 ficou marcada principalmente pela sucessão administrativa na Instituição. Com o afastamento gradativo de D. Margarida, por motivos de enfermidade e pela mudança do casal Dr. Alenon e D. Irene, a direção da Instituição foi oficialmente transferida para a sucessão daqueles que já conviviam, desde alunos, com os diretores, em processo de aprendizagem natural.
Marco importante nos processos produtivos de cerâmica, foi a utilização do Forno a Gás GLP, que a partir de 2004 substituiu os antigos fornos a lenha.
Após anos sucessivos de dificuldades econômicas na manutenção da Instituição, iniciou-se um processo de busca por novas parcerias. Por essa época a instituição tinha convênios eventuais com órgãos oficiais como LBA, FEBEM e FUNABEM. A primeira parceria privada se deu com a aprovação de projeto pelo Criança-Esperança/Rede Globo/Unesco. Ao final da década, a Instituição teve o reconhecimento nacional e a certificação “Top 100 SEBRAE de Artesanato”.
Outro destaque foi a seleção da Instituição como Ponto de Cultura, pelo Projeto Cultura Viva do Ministério da Cultura. A partir dessa seleção, houve um fortalecimento da vertente cultural com a implantação de aulas de música aos alunos.
Na década de 2010 a Instituição fez parceria com a Prefeitura Municipal para a execução do Projeto PETI – Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, para atendimento da faixa etária abaixo de 14 anos.
A partir de 2016 a Instituição passou a desenvolver e administrar as atividades socioeducativas com essa faixa etária.
Em 2012, pela segunda vez, foi selecionada como TOP 100 SEBRAE de Artesanato
As parcerias tornaram-se mais efetivas. Novo apoio do Projeto Criança Esperança, foi firmado em 2018 e Parceiros como Leroy Merlin, Eco Rodovias 050 (antiga MGO Rodovias), Moradia e Cidadania (dos funcionários da Caixa) e Renda Cidadã, do Governo de Goiás, tornaram-se de fundamental importância para a Instituição.
Central telefônica: 64 3491-1454
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Associação Adelino de Carvalho - 2020